Sinopse: Curta-metragem que aborda aspectos de complexidade em torno da construção da imagem de Benigna Cardoso da Silva, jovem sertaneja do interior do Ceará que, em 1941, foi vítima de feminicídio aos 13 anos de idade. Seu rosto permanece ausente em fotografias autênticas, levando o filme a questionar o significado de um rosto que nunca foi visto, desafiando o espectador a refletir sobre a singularidade especulativa desse aspecto central da narrativa. Diante da falta de registros visuais, o filme destaca a ausência fotográfica de Benigna e empreende uma jornada de reconstrução através de relatos orais e documentos históricos. Essa busca multifacetada e profusa concebe e disputa a representação imagética da “Heroína da Castidade”. O filme não apenas ilumina essa busca simbólica por um rosto, mas também mergulha nas camadas mais profundas desse esforço mental e coletivo, propondo atravessamentos nas fronteiras entre o visível e o imaginado, entre o real e o especulado.
Ficha Técnica: Concepção e Direção – Joedson Kelvin e Renata Fortes; Roteiro – Joedson Kelvin e Renata Fortes; Elenco/Cast: Mulheres – Maria Cledeiza Felix, Maria da Penha Eliodório Pereira, Cicera da Silva, Maria Ducarmo Francisco de Sousa, Ana Bárbara de Sousa, Francisca Francilene Barbosa da Silva, Maria de Lourdes da Silva, Maria do Socorro da Silva, Maria Doralice, Ana Bernardo da Silva, Antonia Paz dos Santos, Maria Duarte de Sousa, Mayza Júllia Felix de Oliveira, Geovanna Felix de Oliveira; Meninas – Benigna Ravina Macário de Oliveira, Maria Vitória de Souza Bento, Heloísa Vitória Gomes Felix, Júlia Laís Queiroz Alves, Maria Aparecida da Silva Correia, Monique Elen Gomes da Silva, Ludmila Evelyn Gomes da Silva, Bárbara Maria da Silva Rodrigues, Sthefany Cristine Cabral Vieira Sandro Cidrão; Narração – Joedson Kelvin; Pesquisa – Joedson Kelvin; Direção de Fotografia – Renata Fortes; Assistência de Fotografia – Joedson Kelvin e Millena Soares; Direção de Arte – Joedson Kelvin; Som Direto – Mike Dutra; Produção Executiva – Joedson Kelvin e Renata Fortes; Produção – Joedson Kelvin; Assistência de Produção – Maria Cledeiza, Geovanna Oliveira, Artur Salú, Mayza Júllia e Carlinhos de Sousa; Produção de Set – Joedson Kelvin e Millena Soares; Logger – Renata Fortes; Still – Joedson Kelvin; Montagem – Lucas Santos, Renata Fortes e Joedson Kelvin; Cor – Wallace Douglas; Desenho de Som e Mixagem – Mike Dutra; Orientação de pesquisa prévia – Elane Abreu e Gabriela Reinaldo; Legendas – Lucas Santos; Motoristas – Walter Junior, Artur Salú e Milena Soares; Trilha Sonora – Evânio Soares.
Bio da direção: Renata Fortes é realizadora audiovisual nordestina com formações pela Escola Pública da Vila das Artes (CE) e EICTV (Cuba). No Cinema, transita entre palavras e imagens, atuando principalmente como Roteirista, Diretora e Diretora de Fotografia. Curadora independente com curadorias realizadas para Mostras e Festivais de Cinema. Possui ainda experiência com formação em Cinema/Fotografia e orientação/seleção de projetos/roteiros. Membra APAN e DAFB. Prêmio Cardume Cabíria 2024. Selecionada Sesc Argumenta 2025. Co-idealizadora da Mostra Piranhão de Cinema.
Joedson é artista, pesquisador e comunicador social, graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Cariri (UFCA) e mestrando em Comunicação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), na linha de pesquisa Fotografia e Audiovisual.
Sinopse: Suzy (Sharlene Esse) retorna à cidade após anos distante para visitar sua filha Lia (Aurora Jamelo) e o marido Manu (Caeu Fidelis). No reencontro, segredos são revelados e complexidades de uma família transcentrada são expostas.
Ficha Técnica: Direção – Anny Stone; Diretora Assistente e Consultora de Roteiro – Caia Maria Coelho; Preparador de Elenco – Ander Beça; 1ª. Assistente de Direção – Bruna Leite; Argumento – Anny Stone, Caia Marie Coelho e Pethrus Tibúrcio; Roteiro – Anny Stone; Produção Executiva – Rayssa Costa; Direção de Produção – Maíra Lisboa e Rayssa Costa; Platô – Eduardo Monteiro; Elenco: Aurora Jamelo (Lia), Sharlene Esse (Suzy), Caeu Fidelis (Manu); Direção de Fotografia – Anny Stone; 1ª. Assistente de Fotografia e Gaffer – Keity Carvalho; 2ª. Assistente de Fotografia e Logger – Erlânia Nascimento; Assistentes de Gaffer – Erlânia Nascimento e Denis Vinícius; Direção de Arte – Carlota Pereira; Assistente e Produção de ArteL – Luz Travassos; Contra-regra Denis Vinícius; Figurino – Libra Lima; Assistente e Produção de Figurino – Sumaya Nascimento; Maquiagem – Flépa; Assistente de Maquiagem – Taya Limeira; Técnica de Som – Catherine Pimentel; Assistente de Som – Carol Cutrim; Edição – Bia Baggio; Edição de Som e Mixagem – Guga Richa; Correção de Cor – Germana Glasner; DCP e Acessibilidade – Silas Alexandre; Cartaz – Aurora
Bio da direção: Anny Stone é formada em Jornalismo e Cinema, e desde a faculdade seu foco foi na direção das narrativas. Em 2020, concluiu a pós-graduação em Fotografia e atualmente cursa mestrado em Comunicação no PPGCOM da UFPE. Trabalha com audiovisual desde 2008, como diretora, diretora de fotografia e assistente de direção. Já trabalhou com diversos diretores como Hilton Lacerda, Adelina Pontual, Letícia Simões e Renata Pinheiro. Dirigiu os curtas “Nascido Rei”, “Sobre o Silêncio”, “Geronimo” e “A Volta”.
Quarta de Amalá (Andyara Miranda, 2024, DF, Ficção, 10 anos) – 16:32
Sinopse: Na manhã de uma quarta-feira, Suiá, mina trans, 19 anos, candomblecista, e Rai, mina cis, 18 anos, candomblecista, embarcam na jornada de preparar o Amalá para Pai Sàngó. Depois do ritual, já chegando em casa, um beijo apaixonado desencadeia inseguranças em Rai que abalam Suiá. Na manhã seguinte, Rai volta determinada a ajeitar as coisas.
Ficha Técnica: Direção e Roteiro – Andyara Miranda; Assistente de Direção 1 – JP Moreira; 2ª Assistente de Direção 2 – Raquel Thayse; Direção de Produção – Lucas Vasco; Co-Produção – Joel Borges; Produção Executiva – Arthur Guimarães; Produtor de Elenco – Victor Cunha; Assistentes de Produção – Hugo Moreira, Letícia Amarante, Joelma Vasconcelos, Joscicleide Serpa, Letícia Magalhães, Suyá Martins, Rilbert Apyatan, Albert Luan Serrão, Chacal, Rafael Ramagem, Angelo Pignaton, Alexander Fernandes e Paulo Teixeira; Direção de Fotografia – Lúkambíla; Assistente de Câmera – Marcos Belfort; Assistente de Fotografia – Juliana Klein; Gaffer – Deborah Faria e Marcos Belfort; Direção de Arte – Luiza Oliveira, Alessandra Soares e Sankofa Elegbara; Figurinista – Sankofa Elegbara; Maquiagem – Sarah Lima; Assistente de Arte – Maria Eduarda Cavalcante; Montagem e Edição de Imagem – Bob Costa; Colorização – Marcos Azevedo; Design e Social Media – Bob Costa; Social Media – Amanda Malini; Edição de Som – Débora Faria; Assistente de Social Mídia – Riccardo Walmir e Tuxo; Som Direto – Lucas Maia e Tuxo; Assistentes de Som – Alessandra, Maria Eduarda e Monick; Assistente de Montagem – Augusto Alves; Logger – Augusto Alves; Still – Monick Miranda; Revisão de Roteiro – Sankofa Elegbara; Consultor Religioso – Bábà Joel de Òsògìyán; Elenco: Pietra Sousa, Nyna Cardoso e Fred Chamiléon Figuração – Joel Mariano, Joelma Vasconcelos, Joscicleide Serpa, Letícia Magalhães, Suyá Martins, Rilbert Apyatan, Albert Luan Serrão, Chacal e Paulo Teixeira; Voz – Gabriela Rabelo (Ajoiè do Ilê Isin Ode Alaabo; Percussão e Agogô – Rodrigo Borges (Otum Àlágbé do Ilê Eiyelè Ogé Asè Agodo Asè Òsògìyán); Percussão – Anderson Rogê (Asògún do Ilê Eiyelè Ogé Asè Ogodo Asè Òsògìyán).
Bio da direção: Andaya Miranda é realizador audiovisual com atuação em direção, roteiro, produção, fotografia e preparação de elenco. Tem buscado construir, na sua trajetória, uma estética comprometida com a autonomia e a dignidade de corpos dissidentes — especialmente pessoas trans — em narrativas que escapem da lógica da dor como destino. Assina a direção, o roteiro e a preparação de elenco de O Menino do Guarda-Chuva Vermelho (2025) e Quarta de Amalá (2024), além de ter atuado como diretor de fotografia em Minha Casa Trans (2024), Não se nasce homem, torna-se (2023) e Investigações Dissidentes para Corpos Transbordantes (2024). Foi produtor da minissérie documental Senado 200 Anos (2024), preparador de elenco em Passos de Desapego (2023) e co-diretor e produtor do experimental Malía (2024, película 8mm). Também é idealizador e coordenador de produção do Festival Cine Deburu e coordenador de acessibilidade no Festival Entardecer dos Ojás.
Sinopse: Ao retornarem às lembranças do período de lutas pelo território indígena Xokó, as mulheres destacam na narrativa coletiva novos personagens, modos de existência, performances e memória. São histórias que se perderam no tempo, mas que permaneceram registradas nos corpos femininos. Ancorada no trabalho da memória da luta pela terra, Donas da Terra deságua na intersecção entre gênero e construção da memória coletiva Xokó.
Ficha Técnica: Direção, Roteiro e Pesquisa – Ana Marinho; Produção – Ianara Apolônio Xokó, Ramilly Vieira Xokó e Thawã Raell dos Santos Xokó; Captação de Imagens – Ana Marinho e Júlia Acácio Xokó; Montagem, Cor e Mixagem – Felipe Moraes; Tipografia – Fernando Marinho; Produção Executiva – Ana Marinho; Produtora – Zenza Filmes; Elenco: Maria dos Prazeres Rosa Medeiros Xokó; Maria Damiana dos Santos Xokó; Maria José de Freitas Lima (Beata) Xokó; Maria Creuza Soares Xokó; Maria da Conceição (Ceiça) Xokó; Maria Costa dos Santos Xokó; Donata Travassos dos Santos (Em memória) Xokó; Girleno Clementino Lima Xokó; Maria Costa dos Santos Xokó; Maria José Apolônio Rosa Xokó; Maria Célia Xokó; Maria José Faustino Xokó; Analy Lima Xokó; Cauã Rael Xokó; Isabella Lima Xokó; Evilly Vitória Medeiros Xokó; Samara Barbosa Xokó; Isabelly Apolonio Xokó; Ana Clara Apolônio Xokó; Sophya Melo Xokó; Gustavo Marciel Xokó; Paola Saraiva Xokó; Júlia Acácio Xokó; Soraya Melo Xokó; Aporã Apolonio Xokó; Kamilly Vitória Xokó.
Bio da direção: Ana Marinho é roteirista e pesquisadora, sócia da produtora Zenza Filmes, doutoranda em Antropologia pela Universidade Federal da Bahia. Trabalha com cinema e pesquisas no campo do gênero com coletivo de mulheres.
Sinopse: Em Xinjiang, no Noroeste da China, um rio subterrâneo leva vida em meio ao deserto para o povo uigur. Construção milenar cuja as águas fluem das profundezas da terra até os verdes campos de uvas, o Karez é conhecido pelos que dele usufruem como Rio Mãe.
Ficha Técnica: Direção, Roteiro, Fotografia, Montagem e Som Direto – Cristina Neves; Produção – Zhang Xinyi; Edição de Som – Marlon
Bio da direção: Cristina Neves é uma jovem diretora, montadora e produtora brasileira de curtas-metragens.Piauiense, mudou-se para estudar cinema na Universidade de São Paulo (USP). Em 2024, foi à China gravar “Rio Mãe 面纱之河” através do Projeto Looking China. Também recebeu o prêmio de melhor curta-documentário por “Compram-se Memórias e Cartas de Amor” em Moscou, na Rússia, no VGIK Festival. Seus filmes costumam retratar a vida cotidiana, mas com um toque de fantasia e absurdismo.
Sinopse: “Ana Parideira” narra a história de uma mulher adulta, que experimenta sua vida reprodutiva de forma inesperada: em vez de bebês, ela pare flores.
Ficha Técnica: Direção e Concepção – Juliana Barretto; Roteiro – Juliana Barretto e Ana Noronha; Montagem – Glauber Xavier; Direção de Fotografia – Luiza Leal; Conceito de Cenário, Personagens e Cor – Ana Noronha; Trilha Sonora Original – Ana Gal; Animação – Flávia Godoy; Assistente de Animação – Ana Noronha (Stop Motion da Cena do nascimento da Flor), Ulysses Ribas Lins (Cena das Crianças, Amigas de Ana e Sombras); Direção de Pintura – Bruna Teixeira; Pintura – Bruna Teixeira; Beatriz Simões; Assistente de Pintura – Cauê Samah, Willyane Xavier, Itailane Macena; Composição – Bruna Teixeira; Assistente de Composição – Cauê Samah; Colaboração de Roteiro – Nádia Meinerz e Luiza Leal; Produção Executiva – Amanda Môa; Produção – Amanda Môa e Juliana Barretto; Consultoria Técnica – Rosana Urbes e Maurício Nunes; Preparação de Elenco – Valéria Nunes; Elenco: Ana Parideira – Linete Matias, Ana Parideira Criança – Emilly da Silva, Criança 2 – Carla Victória da Silva, Amiga 1 – Ísis Florescer, Amiga 2 – Juliana Barretto, Amiga 3 – Amanda Moa, Vizinho – Daniel Ginga, Sombra 1 – Lis Queiroz, Sombra 2 – Luiza Leal; Captação de Som – Dácio Messias; Mixagem – Renan Vasconcelos; Desenho de Som – Glauber Xavier; Animatic – Ulysses Ribas Lins; Cartaz – Flávia Correia; Tradução e Legendas em Inglês – Luiza Leal; Tradução e Legendas em Francês – Irenise Acioli; Audiodescrição: Roteiro e Narração – Bárbara Lustoza; Consultoria de Audiodescrição – Fabrícia Omena; Legenda LSE – Legendagem: Bárbara Lustoza; Consultoria de Legendagem – Marcelo Pedrosa; Libras: Intérprete de Libras – Bárbara Lustoza; Consultoria de Libras – Agnes Barbosa.
Bio da direção: Juliana Barretto é antropóloga, roteirista e diretora, desde 2002 se dedica a produção artística. Graduada em Ciências Sociais (2008), pela Universidade Federal de Alagoas, Mestra (2010) e Doutora (2019) em Antropologia pela Universidade Federal de Pernambuco. Iniciou a formação de atriz pela Escola Técnica da Universidade Federal de Alagoas e é integrante da Associação Artística Saudáveis Subversivos. Como antropóloga, desenvolveu experiência no campo de ensino, da pesquisa e da antropologia visual. Na produção audiovisual dirigiu coletivamente os filmes “Colapsar” (2019), “Diálogo” (2021), “Ella” (2021) e “Inanna” (2021), participando de mostras e festivais nacionais e internacionais. Dirigiu a websérie “Cocos de Alagoas” (2022), com 10 episódios, recebendo prêmio do IPHAN. Roteirizou o filme “Jovens Protagonistas da Pesca Artesanal na APA Costa dos Corais” (2022), que atualmente faz parte do Circuito Tela Verde. Dirigiu cenas no filme “Um rasgo na vida” (2023), em 360º. Atualmente está dirigindo dois filmes: a animação “Ana Parideira” (2024), e o curta “Menina Se Quere Vamo” (2024). É propulsora de processos educativos como a realização do “Chão batido cineclube”, realizado desde 2022, e ministra oficinas de produção de roteiro e pesquisa no audiovisual.
Sinopse: Itaarió, criador do mundo, é o mais poderoso entre os Mait, os deuses do povo Kaiabi. Ele convoca os outros Mait para uma reunião no céu, onde transmite um aviso inquietante.
Ficha Técnica: Coletivo Realizador: Ema’ē Jeree (Coletivo Audiovisual Kaiabi); Direção – Kujãesage Kaiabi; Roteiro – Tuiaraiup Kaiabi e Aruti Kaiabi; Produção Executiva: Julia Bernstein e Tiago Carvalho; Coordenação Geral – Tuiaraiup Kaiabi; Produção – Kujãesage Kaiabi; Direção de Fotografia – Ukaraiup Kaiabi, Tairi’i Kaiabi e Paulo Castiglioni; Fotografia Adicional e Som Direto – Tiago Carvalho; Assistência de Direção e Fotografia – Reai’i Kaiabi, Rywa Kaiabi, Juirua Kaiabi, Alex Marewi Juruna, Mairiwata Kaiabi e Tiago Carvalho; Montagem / Edição – Kujãesage Kaiabi, Ukaraiup Kaiabi, Rywa Kaiabi, Julia Bernstein e Tatiana Gouveia; Colorista – Glauco Guiggon; Desenho Sonoro – Damião Lopes; Elenco: Tuiaraiup Kaiabi – Itaarió, criador do mundo; Mairepy Kaiabi – Tuiarare, criador dos indígenas; Pa’at Kaiabi – Jesus, criador dos não-indígenas; Jywaitari Kaiabi – Towaraiup, dono do sol; Nildo Kaiabi – Towayry, dono da chuva; Witaré Kaiabi – Juporyy, pajé mensageiro; Tymapaje Kaiabi – Tuiaraiup Kaiabi, pajé mensageiro; Aruta Kaiabi – Prepori Kaiabi, pajé; Atariup Kaiabi – Pajé que traz os
Bio da direção: Kujãesage Kaiabi tem 33 anos e iniciou sua atuação na área de audiovisual em 2011, por meio de uma oficina ministrada pela cineasta Mari Corrêa. Nessa oficina, realizou uma série de vídeos sobre a culinária tradicional do povo Kaiabi-Kawaiwete. Desde então, tornou-se uma das principais referências do audiovisual indígena brasileiro, especialmente no registro de rituais de seu povo, reuniões, seminários e encontros dos povos indígenas do Xingu, com destaque para sua colaboração junto ao movimento de mulheres xinguanas. Em 2018, registrou a atuação das delegações indígenas presentes no Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília. Em 2016, dirigiu, roteirizou e editou o documentário Meriup, parte da série documental Amanajé – Mensageiros do Futuro, exibido em 2019 pela TV Cultura. Atuou também como professora de fotografia em oficinas do projeto Vídeo nas Aldeias com o povo Enawene Nawe. Atualmente, Kujãesage é comunicador da Rede Xingu+, vinculada ao Instituto Socioambiental (ISA), onde trabalha ao lado de uma equipe de 24 comunicadores indígenas e ribeirinhos na defesa do território do Xingu e dos direitos das comunidades, produzindo vídeos e áudios informativos voltados à população da região.
Sinopse: O estado de Minas Gerais é um lugar cuja identidade, história e até mesmo topografia foram muito influenciadas pela indústria minerária. Através de uma abordagem pessoal, O Silêncio Elementar explora o legado da mineracã̧o no território onde nasci e onde vivo. Entrelaçando imagens documentais, imagens de arquivo e cenas ficcionais, o filme desafia a maneira como olhamos e pensamos sobre a paisagem.
Ficha Técnica: Produção – Daniela Cambraia, Mariana de Melo e Yasmin Guimarães; Direção – Mariana de Melo; Roteiro – Mariana de Melo e Yasmin Guimarães; Direção Assistente – Yasmin Guimarães; Pesquisa – Mariana de Melo; Pesquisa e Licenciamento de Imagem – Daniela Cambraia, Mariana de Melo e Yasmin Guimarães; Montagem – Mariana de Melo e Yasmin Guimarães; Contribuições de Roteiro – Diogo Matos; Relatos e Entrevistas – Marllon Morais, Paula Freitas, Aira Fernanda, Jeanine Oliveira, Leonardo Reis, Ana Gabriela Chaves Ferreira, Giovani Paiva e Luciana Ferreira; Assistência de Produção – Izabela Bandeira de Melo e Luna Gomides; Direção de Arte – Manoele Scortegagna; Assistência de Arte – Giovana Lemos; Figurino – Taciana Lemos; Direção de Fotografia – João Victor Borges e Rick Mello; Assistência de Câmera – Daniela Cambraia e Júlia Braga; Fotografia Adicional – Daniela Cambraia, Mariana de Melo e Yasmin Guimarães; Captação de Som – Gustavo Fioravante e Montívia Rocha; Trilha Sonora Original: Bernardo Bauer – Cais Estúdio e Felipe D’Angelo – Cais Estúdio; Desenho de Som e Mixagem – Gustavo Fioravante; Correção de Cor: João Gabriel Riveres – Sem Rumo – Projetos Audiovisuais; Assistente de Correção de Cor: Marina Marques – Sem Rumo – Projetos Audiovisuais; Equipe sem Rumo – Projetos Audiovisuais: Giordano Lima, João Gabriel Riveres, Mariana Almeida, Henrique Staino, Pedro de Filippis e Marina Marques; Produção de Elenco – Gustavo Ruas; Elenco: Gabriela Gundim da Silva, Giovana Gundim da Silva, Raul Sandim, Rafael Torga, Izabela Bandeira de Melo; Voice Over – Camila Morena, Jay Myers e Diogo Matos; Locações: Dona Branca, Alice Ananda, Jeanine Oliveira, Siderúrgica Valinho S/A; Consultoria de Montagem – Will Domingos, Sandra Kogut e Vicente Moreno; Apoio – Anavilhana, Fuska Azul, Leonardo Feliciano, Loccine, Olada e T. Inti Cinematografia; Agradecimentos Especiais: Bruna Chiaradia, Celson Diniz Pereira, Clarissa Campolina, Clarissa Xavier, Eliany Salvatierra, Júlio Cambraia, Júnia Ferrari, Juliana Antunes, Laura Godoy, Luciana Cambraia, Luiza Silveira, Mariana Mól, Marina Sandim, Moara Passoni, Osvaldo André de Mello, Petra Costa, Rafael Torga, Ronan Eustáquio e Yara Gundim da Cruz; Agradecimentos: Aline Miranda, Camila Matos, Camila Morena, Carol Pires, Carolina Amaral, Clara Ratton, Daniel Jaber, Geraldo (Tejuco), Joseane Jorge, Leonardo Feliciano, Luana Melgaço, Lucas Campolina, Maurício Bragança, Maurílio Martins, Pedro Carvalho, Renata Hein, Ricardo Pretti e Thiago Macedo Corrêa; Motoristas – Camila Fernandes, Diogo Matos, Izabela Bandeira de Melo, Júlio Cambraia, Luciana Cambraia, Marcos Jamanta, Taciana Lemos.
Bio da direção: Mariana de Melo é produtora, diretora e pesquisadora de cinema mineira. Seu curta-metragem “O Silêncio Elementar” estreou no Festival Internacional de Cinema de Rotterdam de 2024 e está circulando entre festivais de cinema. A versão longa-metragem de “O Silêncio Elementar” será filmada em 2025. Seu projeto de longa-metragem de ficção, “O Recado do Fogo”, está em desenvolvimento e foi selecionado para Nuevas Miradas 2023 e Cine Qua Non Lab 2024. Mariana trabalhou em mais de 15 longas-metragens e séries brasileiras, incluindo filmes consagrados como o indicado ao Oscar 2020 “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa. Mariana participou de grandes eventos cinematográficos no Brasil e no mundo.
Sinopse: Após anos sendo invisibilizada em uma companhia de balé por causa da cor da sua pele, uma jovem dançarina preta finalmente assume o papel principal quando a estrela se machuca. Mas o espetáculo se transforma em uma performance exótica inspirada em Josephine Baker, e ela percebe que seu corpo está sendo usado como vitrine. Entre aplausos e inquietações, precisa decidir entre seguir representando esse papel ou romper e dançar com sua própria verdade.
Ficha Técnica: Direção – Marina Barancelli; Roteiro – Marina Barancelli; Produção – Agrupa Cultura; Direção de Fotografia – Ana Torres & Daniela Klem; Direção de Arte – Giovanna Heroso; Montagem – Raíssa Castor; Figurino – Thay Lopes; Som e Trilha Sonora Original – Zak Beatz; Caracterização (Maquiagem e Cabelo) – Kênia Coqueiro; Produção Executiva – Maria Veloso; Coordenação de Projeto e Produção – Camili Andrade; Direção de Produção – Kênia Souza; Distribuição – Flávia Rabachim; Elenco: Ketheleen Souza como Carmen, Monique Benoski como Bailarina, Vida Santos como Professora.
Bio da direção: Marina Barancelli é diretora, atriz e produtora brasileira com mais de 15 anos de atuação no teatro, cinema e música. Formada em Arquitetura e Urbanismo, desenvolve uma pesquisa artística sobre memória e ancestralidade. Foi a primeira estrangeira aceita na National Youth Film Academy (UK) e atuou como CEO e Diretora Criativa por 3 anos da Agrupa Cultura, realizando filmes, eventos e formações. Dirigiu Moon River (selecionado em 16 festivais internacionais), Rapsódia em Azul e Canção do Cisne. Em 2024, foi homenageada pela Câmara de Curitiba por sua contribuição à cultura da cidade.
Era Uma Vez Diversiones (Sharlene Esse e Henrique Arruda, 2025, PE, Ficção, 12 anos) – 21:00
Sinopse: Recontando fatos reais inspirados no revolucionário grupo teatral que modificou o fazer artístico da cidade de Olinda nos anos 70, ‘’Era uma Vez Diversiones’’ narra a primeira noite da novata Sharlene Esse, e futura primeira dama trans do teatro pernambucano, na casa de espetáculos mais carismática de um reino não tão distante. Seja bem vindo, e pegue sua pipoca, o espetáculo já vai começar!
Ficha Técnica: Estrelando – Aurora Jamelo, Salário Mínimo, Raquel Simpson, Leviathan, Ruby Nox, Ariel Sobral, Fábio Costa, Américo Barreto e Sharlene Esse; Direção – Henrique Arruda e Sharlene Esse; Roteiro – Henrique Arruda; Produção Executiva – Rosinha Assis; Produção – Filmes de Marte; Coordenação de Produção – Leonardo Delgado; Assistente de Produção – MoMa; Assistente de Direção – Fato Kaim; Direção de Fotografia – Letícia Batista; 1° Assistente de Câmera / Logger – Okoye Ribeiro; Chefe de Maquinária / Elétrica – Dyego Henrique; Direção de Arte – Fábio Costa e Américo Barreto; Aderecista – Carlota Pereira; Contrarregra – Denis Vinicius; Maquiagem – Ruby Nox e MoMa; Figurino – Henrique Arruda; Som Direto – Mago Andrade; Microfonista – Pedro Araújo; Montagem e Finalização – Henrique Arruda; Mixagem de Som – Mago Andrade; Traduções – Matheus Arruda e Leila de Melo; Acessibilidade: Josh Baconi, Deise Castro e Gustavo Castro; Cattering – Cris e Val Buffet.
Bio da direção: Sharlene Esse é a Primeira Dama Trans do Teatro Pernambucano. Iiniciou sua jornada artística integrando o revolucionário grupo teatral olindense Vivencial Diversiones. Nos mais de 40 anos de palco desde então, marcou seu nome na noite pernambucana com suas performances de Gal Costa, e Donna Summer fazendo parte do elenco fixo da Misty, maior boate nordestina voltada ao público LGBTQIA+ entre os anos 80 e 90. Atualmente dedica-se à carreira audiovisual, e entre os longas que estrela, estão ‘’Filhas da Noite’’ (Henrique Arruda), e ‘’Licença Para Enlouquecer’’ ( Hsu Chien).
Henrique Arruda é natural de Recife, Pernambuco, e trabalha com cinema nas áreas de Roteiro, Direção e Direção de Arte. Possui 6 curtas-metragens autorais realizados, que juntos somam mais de 70 prêmios, e exibições em mais de 150 janelas ao redor do mundo. Indicado ao 21º Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, da Academia Brasileira de Cinema, na categoria curta-metragem por “Os Últimos Românticos do Mundo”, Henrique Arruda é natural de Recife, Pernambuco, e trabalha com cinema nas áreas de Roteiro, Direção e Direção de Arte. Possui 6 curtas-metragens autorais realizados, que juntos somam mais de 70 prêmios, e exibições em mais de 150 janelas ao redor do mundo.